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Bom trabalho

Custo posto, e o preço que você acha que tem

O preço da nota não é o custo. Frete, seguro e despesa acessória entram no produto — e quem forma preço pelo preço da nota trabalha com margem que não existe.

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Uma nota de R$ 10.000,00 com R$ 800,00 de frete não custou R$ 10.000,00. Custou R$ 10.800,00, e esse valor precisa cair nos itens proporcionalmente. Formar preço sobre os R$ 10.000,00 e achar que a margem é de 30% significa vender com 22% e descobrir no fim do mês.

Na entrada de mercadoria, o sistema mostra os dois números lado a lado: o preço da nota e o custo posto. São colunas diferentes porque são coisas diferentes.

O rateio precisa fechar no centavo

Ratear R$ 800,00 entre sete itens quase nunca dá conta exata. Se cada item receber o valor arredondado, a soma dá R$ 799,98 ou R$ 800,03 — e o custo total passa a não bater com a nota. O rateio distribui a sobra pelos itens de maior fração, para que a soma seja exatamente o valor rateado.

Parece detalhe. Não é: é a diferença entre um relatório que fecha e um relatório que alguém refaz na planilha.

Formar preço pelo divisor

Somar percentuais sobre o custo dá margem menor que a pedida. Se o custo é R$ 100,00 e você quer 30% de margem com 10% de impostos, R$ 100,00 + 40% = R$ 140,00 dá margem real de 28,6%, não de 30%.

O cálculo certo divide: preço = custo ÷ (1 − 0,40) = R$ 166,67. E quando a soma dos percentuais chega a 100%, não existe preço possível — o sistema recusa em vez de devolver um número negativo.

Margem sobre o preço de venda, nunca sobre o custo. É a mesma conta do seu concorrente.

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