Conciliação bancária em quinze minutos
Importar o extrato, casar o que o sistema sugere, e olhar só o que sobrou. O que sobra é o trabalho de verdade — e costuma ser tarifa que ninguém lançou.
A conciliação não corrige nada. Ela liga a linha do extrato do banco à baixa que já existe no sistema. É um vínculo, e é de propósito: se o extrato pudesse alterar o título, um estorno bancário apagaria uma cobrança legítima.
A rotina
- Baixe o OFX do banco cobrindo o período inteiro. Pode repetir dias já importados: cada transação tem identificador próprio e não entra duas vezes.
- Importe. O sistema diz quantas linhas são novas e quantas já existiam.
- Filtre por "só o que falta conciliar". É a única lista que importa.
- Em cada linha, o sistema sugere as baixas com valor e data compatíveis. Valor idêntico vem marcado — mas quem decide é você.
- No fim, use a conferência do extrato: ela compara o movimento do período dos dois lados.
O que sobra é o achado
Linha do banco sem baixa correspondente é quase sempre uma destas três: tarifa, rendimento, ou um pagamento que alguém fez pelo aplicativo do banco e não lançou no sistema. As duas primeiras se resolvem com um lançamento manual na conta. A terceira é a que importa achar, porque significa um título aberto que já foi pago.
Baixa no sistema sem linha no banco costuma ser data: o cliente pagou no dia 30 e o banco creditou no dia 2. Não force — na conciliação do mês seguinte ela aparece.
Conciliação que fecha em zero no primeiro dia do mês é conciliação que não olhou o extrato inteiro.